Cerimónia civil ou religiosa?

É das primeiras questões a tratar:

1 – Queremos uma cerimónia civil apenas?

2 – Espera lá, até não sou muito religioso, mas quero celebrar uma missa…

3 – O que preciso afinal?

Várias questões devem ser respondidas e é a primeira coisa a tratar. Se for apenas civil, trata-se do assunto, combina-se o dia e um local. No entanto, a igreja já pede mais burocracia, porque primeiro devemos tratar de casar até 6 meses antes no civil (se não perde validade) e segundo temos de tratar de uma série de papéis (depois também varia de diocese para diocese) e do Curso Para o Matrimónio (no nosso caso é no Porto). Ainda para mais, escolhemos a Serra do Pilar para o nosso casamento, que ainda obriga a que arranjemos um Padre e obriga a mais papéis ainda… Já vamos a meio do processo e farei aqui uma lista para ajudar a todos os que queiram ter uma idéia de como é.

Resumindo a nossa decisão: Tendo em conta os valores que nos foram incutidos, achámos por bem realizar a celebração religiosa. Não somos as pessoas mais praticantes à face da terra, porém, é uma tradição que faz todo o sentido no nosso seio familiar, é a crença de que algo simbólico e muito real dará o início de uma nova vida a dois (isto de um ponto de vista muito romântico, é destas coisas que se trata a preparação de um casamento, muita lamechice).

Afinal de contas, quem nunca imaginou como será estar daquele lado?

Casar antes dos 30…

Sempre fui daquelas pessoas que dizia que não casava antes dos 30… Contudo a vida dá voltas e muitas voltas: um emprego fixo desde que sai da faculdade, viagens constantes e jantares para nos encontrarmos… Enfim, o próprio sentimento de que crescemos fez com que o nosso relógio biológico começa-se a tocar.

Tanto tocou, que um belo dia dissemos: É para o ano! No meio de muita ginástica emocional e financeira começamos a correr o terreno e a anotar tudo o que faltava.

E o que faltava? Tudo! Não havia casa comprada nem alugada, não havia tachos nem panelas, não havia nada para o casamento e após o casamento. As coisas nem sempre podem ser planeadas a longo prazo e, sinceramente, não era algo que estivesse a planear fazê-lo assim de repente. Se não fosse o apoio dos pais, amigos e a confiança mútua de que somos capazes, nem sequer o matrimónio seria uma opção válida.

Já mais do que uma vez dei por mim a pensar nos últimos meses que sou louca ao pensar em meter-me a organizar um casamento. Ainda assim, a verdade é que me dá um certo gozo e divertimento toda esta história. Dos momentos mais triste e decisões difíceis… até àqueles dias que tudo é um mar de rosas e fácil, esta vai ser a nossa história e se não fosse contada e registada, perdia-se muito!